
Nas últimas 04 copas, as seleções “donas-da casa” fizeram boas campanhas no Mundial. Em 1994 os EUA pararam nas oitavas de final quando enfrentaram a nossa seleção, em 1998 a França surpreendeu com um bom esquema tático e com a genialidade de Zinedine Zidane e levantou a taça pela primeira vez. No ano de 2002, o Japão parou nas oitavas, mas a Coreia do Sul encerrou a sua participação na semifinal, sendo o 4º colocado na classificação geral.
Infelizmente, para os Sul-Africanos, este histórico não deve se repetir com os Bafana-Bafana, pois a Seleção é muito fraca e vem tendo problemas de renovação e surgimento de promissores jogadores no país. Na comissão técnica já ouve duas mudanças de comando. Começou com Parreira, depois Joel Santana assumiu, saiu no fim do ano passado e o treinador do Brasil das Copas de 1994 e 2006 reassumiu.
Além de ter um elenco frágil, a anfitriã não teve sorte no sorteio das chaves da Copa e terá adversários difíceis no seu grupo, como Uruguai e França, que já levantaram o caneco, além do México, uma seleção intermediária, mas que tem uma certa tradição de revelar bons jogadores. Tarefa ingrata para os BAFANA-BAFANA de CA Parreira. Neste grupo, a tendência é dar França e México, com Uruguai correndo por fora.

Steven Pienaar comanda o meio de campo do Everton e da Seleção
O jogador mais lúcido e qualificado da Seleção Sul-Africana é o meia Steven Pienaar, que joga no Everton da Inglaterra desde 2007. Outros destaques dos Bafana Bafana são o atacante Benni McCarthy (maior artilheiro da seleção, mas que estava afastado do time por indisciplina) e o meia Teko Modise, que é veloz, habilidoso, mas que tem sérios problemas nas finalizações em gol.
O time-base é formado por Khune, Gaxa, Booth, Mokoena e Masiela; Sibaya, Dikgacoi, Modise e Pienaar; McCarthy e Mphela. Como se vê nenhum grande nome. Na Copa das Confederações de 2009, Mphela foi destaque no último jogo dos Bafana, ao fazer dois gols lindos. Naquela competição o mundo conheceu a admiração da torcida local pelo zagueiro grandalhão Booth.
A seleção sul-africana pode ser a primeira anfitriã de Copa a não passar para a segunda fase. Para evitar este iminente dissabor, Carlos Alberto Parreira terá que mostrar muita competência, em fazer de um elenco fraco um time que tenha a força e a garra para superar seus adversários do Grupo A da Copa do Mundo. Com o perdão do trocadilho, a África do Sul passando é zebra.
Oi Fábio parabens pelo blog muito legal a linguagem e bastante informativo.
concordo com vc em relação a bafana,bafana a seleção é realmente muito fraca,com poucos jogadores expressivos,mas nós como brasileiros sobretudo como bons baianos deveriamos torcer para que essa zebrinha consiga uma vaguinha pelo menos nas oitavas.